O São Paulo, de Rio Grande, está de volta à elite do futebol
gaúcho. Jogando no Aldo Dapuzzo, venceu o Brasil-Pel por 1 a 0 no tempo normal
e confirmou a vitória nos pênaltis, desta vez por 3 a 2, com o goleiro
Luciano defendendo três cobranças xavantes. O Caturrita disputou a primeira
divisão pela última vez em 2002.
domingo, 19 de maio de 2013
Ícone
O momento da entrega da taça ao São Paulo, com o estádio às
escuras, mas com os vencedores envoltos por um grande abraço da torcida
rubro-verde, que invadiu o gramado, certamente é uma das mais icônicas imagens do
futebol do Interior em todos os tempos. E mostra que, ao contrário do que
alguns imaginam, não é só o Brasil-Pel que tem torcida, ao contrário do que
alguns puxa-sacos da imprensa da Capital fazem supor.
Privilégio
Além da TV Com, a RBS TV transmitiu a final nas regiões de
cobertura das suas emissoras de Pelotas e Rio Grande. Nada contra, mas haveria tudo
isso caso o Brasil não estivesse na final? E se ela fosse, por exemplo, no
Altos, entre Glória e São Paulo, a RBS TV Caxias transmitiria a partida para a
Serra? Duvido. Por essas e outras que os mais críticos ficam indignados com os
privilégios na cobertura ao Xavante. E vibra quando o time do Bento Freitas, talvez
o mais antipatizado do Interior, quebra a cara como hoje.
Estrutura precisa melhorar
Pela boa campanha, o triunfo do São Paulo é inatacável.
Agora, precisa melhorar muito no quesito estrutura. Gramado péssimo, quase meio
estádio interditado – e isso há anos – e, para completar, uma iluminação
deficiente, feita por geradores que falharam pouco antes do início da cobrança
dos pênaltis e pararam de vez logo após a definição da vitória são-paulina. Por
pouco, a decisão não teve que ser transferida.
Nem no Interior, Reche?
Que a Rádio Guaíba virou uma emissora de “geladão”, não
enviando narradores para acompanhar a dupla Gre-Nal pelo país e Exterior, todos
sabem. Agora, será que não dá para mandar um deles nem para Rio Grande? Ô,
Reche, assim está muito feio! Mais um pouco, e não vão ir para o estádio nem em
Porto Alegre! Ou o narrador irá de ônibus, passando por baixo da roleta?